O talento de Sivuca, nascido Severino Dias de Oliveira, em 1930, na Paraíba, se manifestou precocemente. Com 9 anos já animava casamentos e festas pelo interior. Aos 15 foi tentar a sorte em um programa de calouros, em Recife, tocando, entre outras, Tico-Tico no Fubá, de Zequinha de Abreu, música que gravaria, anos depois, em seu primeiro disco.
Estudou harmonia com o maestro Guerra-Peixe e foi parar em São Paulo pelas mãos da cantora Carmélia Alves. Trabalhou em dezenas de programas de rádio e foi do elenco fixo da TV Tupi de 1955 a 1959. Em 1958, foi representar o Brasil na Europa, juntamente com músicos como Abel Ferreira e o Trio Iraquitã. Morou quatro anos em Paris, de 1960 a 1964 e, em 1965, já estava nos Estados Unidos para integrar, como guitarrista, o conjunto de Miriam Makeba, famosa pela gravação de Pata Pata. Com ela viajou pela África, pela Europa e pela Ásia. Foram mais de dez anos acompanhando músicos de todas as vertentes e dirigindo musicais nos EUA.
Voltou ao Brasil, em 1975, e gravou o belo Sivuca e Rosinha de Valença. Também compositor de mão cheia, compôs clássicos como Feira de Mangaio (vídeo abaixo), com a mulher Glorinha Gadelha, sucesso na voz de Clara Nunes, e João e Maria, com Chico Buarque. Gravou com os gaitistas Toots Thielemans, Rildo Hora e interpretou Pixinguinha, Luperce Miranda e Bach. Aos 76 anos, Sivuca era um dos mais talentosos músicos em atividade no mundo.
1. É SIMPLES! - Você não perde seu precioso tempo com grandes sonhos.Contenta-se com um sonho de padaria, um sonho de valsa...
2. É VALORIZADO! - Em um mundo de mulheres interesseiras e oportunistas, só as sinceras e verdadeiras dão bola para você.
3. É SAUDÁVEL! - Você tem uma vida de atleta: corre para alcançar o ônibus, corre atrás de emprego, corre pra pagar as contas atrasadas.
4. É ANTIESTRESSANTE! - Nenhum vendedor te liga para empurrar alguma bugiganga.
5. É ALIVIANTE! - Com a sua fama de pé-rapado, nenhum amigo te pede dinheiro emprestado e, dependendo do seu grau de pobreza, eles nem serão mais seus amigos.
6. É EMOCIONANTE! - Você nunca sabe se o dinheiro vai chegar até o final do mês e, assim, tem uma rotina muito menos previsível!
7. É INVEJÁVEL! - Enquanto os seus vizinhos viajam,pegam trânsito no feriado e sofrem com as praias lotadas, você descansa na comodidade do seu barraco.
8. É ÚTIL! - Você tem de trabalhar aos domingos parafazer horas extras e, assim não precisa assistir aos programas que são campeões de audiência e de encheção de saco. (Faustão e Gugu).
9. É SEGURO! - Você não precisa levar a carteira para todos lugares que for pois ela está sempre vazia. Assim, os trombadinhas vão passar longe de você.
10. É GRATIFICANTE! - Sem dinheiro para acessar a internet, você nunca vai ler textos inúteis como este, que esse seu amigo mala insiste em postar aqui... Viu?
Levante a mão quem nunca anotou telefones, e-mails ou endereços de amigos e nem retomou o contato? Pois é. Eu faço parte desses milhões de amigos que já disseram que vão ligar e não ligaram, que anotaram telefones e não telefonaram, que pegaram endereços e nem ao menos escreveram cartas. Por que sou assim? Por que somos assim? Uma amiga minha de longa data, psicóloga, disse que isso faz parte das pequenas mentiras que contamos para sermos mais sociáveis com os outros.
Hoje foi diferente. A Fundação Bradesco completou cinquenta anos essa semana, e hoje, sábado 25 de novembro, os ex-alunos, que se formaram no antigo colégio técnico da escola de Campinas, foram convidados para um reencontro. Histórias mal contadas, apelidos esquecidos, professores que marcaram nossa vida, aquele primeiro beijo dado entre os ônibus fretados: tudo vinha a tona, numa velocidade que a gente nem consegui acompanhar. Esse reencontro teve de tudo um pouco. Eu fiquei cerca de uma hora, pois tinha que trabalhar, mas, hoje, depois de anotar telefones, e-mails, endereços, vou deixar registrado aqui uma promessa, de que vou retomar contato sim com muitos que marcaram minha vida.
Que nos reencontremos mais vezes!
Abraços a todos os meus amigos, que estiveram comigo em momentos felizes e nos infelizes. Obrigado.
Não desejo boa sorte, mas boa prova. Sorte temos que ter em bingo, sorteios e loterias. Em vestibular, principalmente os dissertativos, não é questão de sorte. Mas de oportunidades, que foram abertas ou fechadas ao longo do ano, e agora, quem estudou ou quem preferiu ficar no pastel vai encontrar a hora da verdade.
Boa prova a todos que irão prestar.
Depois a gente toma uma breja e comemora ou chora.
O pessoal diz que meu humor flutua da grosseria para a gentileza numa fração de segundo. É. Muitas vezes sou assim mesmo. Mas na maior parte do tempo sou gentil. Grosseria só quando abusam, sabe? Tipo, quando as pessoas se autoconvidam, quando acham que são donas de algo que me pertencem, quando pensam que sou apenas chofer, ou quando querem mudar algum hábito meu, sem que eu tenha pedido. Aí eu viro o bicho. Mas quem me conhece, sabe que não é sempre assim. Mas também convivo com pessoas que são grosseiras gratuitamente, que machucam e pisam nos amigos e colegas, que dão ordens ao invés de pedidos. Só porque ocupam alguma função, se acham os bambambans, os reis da cocada-preta. É, meus "amigos". Uma coisa eu falo, um dia quando cair, poucos ajudaram a levantar de novo. Talvez os gentis e os cordiais... E eu, sinceramente, não sei se serei gentil e cordial nesses momentos...
Eu tenho alguns vícios. Ou hábitos, como preferir. E o mais recente é que me viciei em LOST. Ganhei o box da primeira temporada no meu aniversário. Resisti, mas acabei vendo todos os episódios no feriado de sete de setembro. Comprei a segunda temporada. Vi todos quando me sobrava algum tempo. Agora comecei a ver a terceira temporada, e um dos personagens que mais me identificava, talvez pela origem, ou pela religiosidade, ou afinidades, vai pro andar de cima.
Pelo menos, a homenagem ao personagem foi super. Deveriam ter feito o mesmo com as mortes anteriores.
E o Jack? Acho que ele não é tão tonto assim como imaginávamos. Olha o vídeo que partilhamos na net logo a seguir do episódio I DO que vai ao ar na quarta, na ABC:
Agora é esperar, e depois, ficar três meses sem LOST... Agora sei como o Charlie se sentiu...
Quer coisa mais gostosa do que curtir a solteirice? Depois de longos anos me dedicando para os outros, como é bom descobrir que a gente ganha muito ao cuidar mais de nossa qualidade de vida, né? Sair mais, viajar, conhecer gente nova, dançar, beijar na boca. Nessa quarta-feira, véspera de feriado, conheci uma garota, Karen, sérvia, que também ama estar solteira, e que me abriu os olhos para o que as vezes a gente perde por não prestar atenção direito nas coisas que acontecem a nossa volta. Eu ensinei ela a dançar forró, e para falar a verdade, eu até já sinto saudades de seus beijos, já que ela vai embora nessa semana para a Europa, para continuar seus estudos. Mas quer saber? Vou curtir a doce recordação que ela me deixou. E é isso que eu aprendi com ela. Se for entrar na vida das pessoas, nem que seja por um curto tempo, aproveite para deixar uma boa recordação. Enquanto isso, vou curtir minha solteirice, porque ainda tenho muito o que viver. Karen, se você ver meu blog, valeu a nossa conversa, viu?
Beijos para todas as meninas e um abraço para os manos que passam no meu blog.
Eleições 2006. Segundo turno. Hoje foi rápida a eleição. Sem transtornos, sem crise. O candidato que votei ganhou. Não que fosse meu primeiro nome nessas eleições para estar no Palácio do Planalto. Mas agora está feito. O que pesou, é que eu, como professor do estado, não poderia votar no chuchu. Longe de mim. E vê-lo falando da educação, era como tomar um soco no estômago. Ele destrui toda uma geração. Ele é o próprio exterminador do futuro. Bem feito para ele. Essa mesma massa de iletrados, que ele criou, agora votou comigo. O feitiço contra o feiticeiro. Agora, só me resta chorar por mais quatro anos de tucanagem no nosso estado. Eu até queria ir pro Rio Grande do Sul, mas meus amigos de lá, choram junto comigo pela tristeza que veio hoje. Sorte dos baianos, que souberam votar esse ano. Sorte deles.
Hoje teve Dia Nacional da Juventude e não fui. Fui a todos os 14 DNJ's anteriores. Antes era inconcebível perder um DNJ, mas hoje, foi supertranquilo. Acordei, fui ver um pouco de TV, comprei o jornal do dia, preparei um peixe no almoço e vi o Massa ganhar na Fórmula 1. Precisava mesmo de um tempo para mim. Tem sido diferente nos últimos tempos, e não tem me motivado participar mais de atividades promovidas pela PJ da Arquidiocese. Duas frases, de duas amigas, me motivaram a agir assim:
"- Viva e deixe viver."
"- Aja localmente e transforme globalmente."
Tem sido gratificante ficar aqui mais perto de casa, dedicar mais a mim, tocar na nossa banda, conhecer mulheres lindas. Sem culpa alguma de ter perdido o que seria meu 15º DNJ e cuidado mais de mim. Afinal, não faço falta nesse imenso oceano de gente talentosa que com certeza continuará transformando a vida desses jovens. Em breve faço formalmente minha carta de despedida de vocês. No mais, deixe esse coração trintão curtir mais a si mesmo, tá?
"Só existe uma maneira segura de fazer com que a criança ande pelo caminho reto: consiste em você trilhar este mesmo caminho". Abraham Lincoln
Em 1999, perto do dia das crianças, eu descobri que tinha Síndrome de Peter Pan, e foi diagnosticada. Ao contrário de muita gente que acha ruim, eu achei fantástico! Comecei a contar pra todo mundo: pai, mãe, irmãos, amigos, namorada... E todos achavam engraçado! Depois, sentei com meu amigo Demétrius, santista e hoje padre, e escrevi esse pedido de demissão, mandei para todos os meus amigos na net, e voltou um sei-lá de vezes para mim, e agora compartilho mais uma vez com vocês! Vejam se concordam!
PEDIDO DE DEMISSÃO
Venho, por meio desta, apresentar oficialmente meu pedido de demissão da categoria dos adultos. Resolvi que quero voltar a ter as responsabilidades e as idéias de uma criança de oito anos, no máximo.
Quero acreditar que o mundo é justo, e que todas as pessoas são honestas e boas e que tudo é possível.
Quero que as complexidades da vida passem despercebidas por mim, e quero ficar encantado com as pequenas maravilhas deste mundo.
Quero de volta uma vida simples e sem complicações.
Estou cansado de dias cheios de computadores que falham, montanhas de papelada, noticias deprimentes, e-mails com vírus, contas a pagar, fofocas, doenças, e necessidade de atribuir um valor monetário a tudo o que existe...
Não quero mais ter que inventar jeitos para fazer o dinheiro chegar até o dia do próximo pagamento.
Não quero mais ser obrigado a dizer adeus a pessoas queridas, e, com elas, a uma parte da minha vida.
Quero ter certeza de que Deus está no céu, e de que, por isso, tudo está perfeitinho neste mundo.
Quero viajar ao redor do mundo no barquinho de papel que vou navegar numa poça deixada pela chuva.
Quero jogar pedrinhas na água e ter tempo para olhar as ondas que elas formam.
Quero achar que as moedas de chocolate são melhores do que as de verdade, porque podemos come-las e ficar com a cara toda lambuzada.
Quero ficar feliz quando amadurece o primeiro caju ou a primeira manga, quando a jabuticabeira fica pretinha de fruta.
Quero poder passar as tardes de verão a sombra de uma árvore, construindo castelos no ar e dividindo-os com meus amigos.
Quero voltar a achar que chicletes e picolés são as melhores coisas da vida.
Quero que as maiores competições em que eu tenha de entrar sejam um jogo de gude ou uma pelada ...
Eu quero voltar ao tempo em que tudo o que eu sabia era o nome das cores, a tabuada, as cantigas de roda, a "Batatinha quando nasce", e a "Ave Maria", e isso não me incomodava nadinha, porque eu não tinha a menor idéia de quantas coisas eu ainda não sabia...
Eu quero acreditar no poder dos sorrisos, dos abraços, dos agrados, das palavras gentis, da verdade, da justiça, da paz, dos sonhos, da imaginação, dos castelos no ar e na areia.
Por isso, tomem aqui as chaves do carro, a lista do supermercado, as receitas do médico, o talão de cheques, os cartões de credito, o contra-cheque, os crachás de identificação, o pacotão de contas a pagar, a declaração de renda, a declaração de bens, as senhas do meu computador e das contas no banco, e resolvam as coisas do jeito que quiserem !!!
A partir de hoje, isso é com vocês, porque eu estou me demitindo da vida de adulto.
E a vai nosso lema : NÃO TENHAM MEDO DE SER FELIZES! E SORRIAM !!!
Hoje não fui trabalhar. Acordei com as costas quase travando, e resolvi ficar deitado mais um tempo. Agora estou aqui na cama, assistindo Mais Você. Daqui a pouco vou corrigir umas provas e sair para caminhar. Isso se minhas costas deixarem. Andei a fazer também agora de manhã, por causa dos cinco anos da morte do Toninho e também um pouco por causa do WTC, uma listinha do que preciso fazer da minha vida nos próximos meses para não surtar e aproveitar ainda mais a vida, e vou compartilhar aqui.
.: 1 - Ver mais filmes: Estou precisando ir mais ao cinema ou alugar uns DVD's. Ganhei o BOX da série LOST e assisti tudo nesse final de semana. Cara: aquilo vicia. Fiquei fã do John Locke.
.: 2 - Acordeon: Preciso também achar mais tempo para ensaiar. Tocamos semana passada em um casamento, e o pessoal curtiu muito. Agora precisamos agendar mais shows.
.: 3 - Comunidade: Logo, logo acaba minha experiência como Ministro Extraordinário da Eucaristia. Tem sido legal e gratificante. Não se depois dessa experiência eu voltarei a ser ministro. Por um tempo quero me afastar um pouco das muitas atividades que desenvolvo na comunidade, e pensar mais em mim.
.: 4 - Vida: Acho que as páginas da minha vida tem que ter mais Vinícius de Moraes e menos Nelson Rodrigues.
"Eu não vi Kennedy morrer. Eu não conheci Martin Luther King. Eu não tenho muito para dizer." Estas palavras, são conhecidas entre os fãs da banda paulistana Ira!. São parte da música "Nasci em 62".
Nazi, vocalista da banda canta essa música com uma certa tristeza no coração. Afinal, ele, assim como eu, não viveu vários fatos importantes da história do mundo. Só ficamos sabendo deles através de livros de história ou similares.
Isso me deixava meio "deslocado". Pô, passei dez e bons anos da minha vida na chamada década perdida, os anos 80. Não vivi a revolução hippie. Não lutei contra os militares. Não vi o homem chegar à lua.
De repente, na manhã do dia 11 de setembro, eu passei para o outro lado da história. O lado que viu as coisas acontecerem. Um dia meus sobrinhos, filhos, netos ou sei lá quem me perguntarão como foi este dia e poderei contar o que senti. Você quer saber como me senti? Mal! :(
Nunca imaginei que um ato que acontecesse tão longe da gente pudesse refletir aqui. Estava trabalhando no caso, cuidando para que todos soubessem o que estava acontecendo lá em Manhattan. No fim do dia, andando pela Av. Paulista à pé caiu a ficha. E se aquilo tivesse acontecido aqui, na Wall Street brasileira? Ok, você pode falar que o alvo do ataque eram realmente os americanos e o seu capitalismo. Mas e as pessoas que estavam ali fazendo turismo? Eu estive em Nova York não faz nem um ano!!! E se eu estivesse ali naquela hora?!?!?!?
A vida, por sorte, é linear. Pelo menos a que vivemos. Nunca mais saberemos o que aconteceria se o avião não batesse no WTC. E se nada disso tivesse acontecido, eu continuaria pensando que não vivi nenhum momento realmente importante da história da humanidade. Não seria muito melhor? Acredito que sim.
Quando mais jovem, cerca de uma década atrás, me envolvi com Licea. Ela, toda brava e ardida como pimenta, me fez ao mesmo tempo amá-la e odiá-la. Amar, porque era uma menina de personalidade, que não faria nada pra me agradar se não fosse sincero, e que não tinha papas na língua. Odiar, porque, como eu sabia que nossa relação não evoluiria mais do que aquilo. Como a música do grande Alceu Valença, ela era a onça bonita, e eu o cão vagabundo. Ela tinha todo um universo de possibilidades e potencialidades, e eu, mais ou menos com meu destino traçado na universidade. Licea morava na capital do estado, e eu, a cerca de cem quilômetros dela, uma hora de moto (é, eu tinha uma moto na época), só poderia vê-la nos finais de semana. E quando nos víamos... Parecia que as horas ou os minutos, que tinham demorado uma eternidade para passar ao longo de várias semanas, resolvera correr naqueles finais finais de semana. A gente nunca namorou. A gente ficava, um ligava para o outro, íamos levando. Mas quando nos víamos e nos beijávamos, só faltavam as juras de amor. Eu terminei a faculdade, comecei a trabalhar cada vez mais, nossos encontros foram rareando, até que há cerca de um ano, quando ficamos mais uma vez próximo da data do meu aniversário, ela me disse que era meu último beijo. Eu sorri, e perguntei o porquê. A resposta foi a indefinição. A minha indefinição. Quando que eu assumiria algo sério com ela? Acho que nunca. Nunca. Nos vimos de relance, mais duas vezes nesse último ano. No meu aniversário ela me ligou, e me avisou que estava pronta pra dar um outro rumo em sua vida. Perguntei o que seria, e ela desligou, depois de dizer que não me esqueceria. Hoje, fui para São Paulo, rever minha avó, que não está muito bem. Fui com meus pais e minha tia, e ao chegar, minha avó, que nunca gostou muito daquela nossa relação, disse que Licea tinha se casado. Surpresa! Pedi mais detalhes, e me explicaram que ela não avisou quase ninguém, e chegou casada. Está grávida de três meses. Ainda estou consternado. Minha onça bonita se casou. Não a encontrei. Retornei e não deixei de pensar nela a viagem toda. Quem diria, Licea se casou. Perdi a onça bonita, mas não a minha prima. Seja feliz, Licea. Seja feliz. Eu nunca deixarei de torcer por você.
Eu odeio fingimento. Ter que fingir que está tudo bem, quando não está nada bem. Fingir que é amigo, só para conseguir uma carona ou um vip ou um CD, quando a amizade é puro interesse. Fingir que vai ligar, até anota seu telefone, só que nunca te telefona. Fingir que te considera, só para conseguir o que quer, e depois descartar, largar você no limbo do esquecimento, como se fosse a coisa mais normal do mundo.
Por que as pessoas não podem ser honestas com os outros? É tão dificil considerar as pessoas? É mais facil pedir desculpas, perguntar por que você não foi, te deixar pra trás, do que ter consideração por você. É fácil você ver só o seu lado, ver só o que é melhor para você, e apertar o botão F de F*d@-$e para os outros. É fácil não cumprir o que é combinado, o que você marcou com os outros, e depois dizer que atrasou ou que não queria te atrapalhar. Pedir desculpas é muito fácil mesmo. Ouço desculpas quase todos os dias. Eu, tonto como sempre, perdôo. Mas esquecer, é outra história. Como uma facada, que um dia você levou, sofreu agonia, mas se curou, você pode até perdoar quem lhe fez mal. Mas esquecer, é difícil, pois a cicatriz que ficou te trará sempre a recordação de como foi que você a ganhou.
Cansei de fingimento. Cansei de ver os outros escolhendo o que tenho que fazer ou vou fazer. Prefiro fracassar mil vezes com algo que eu escolhi para minha vida, do que fingir uma única vez que estou feliz com algo que escolheram para eu ser e fazer. A partir de agora vou tentar ser honesto comigo mesmo, e filtrar tudo que eu receber dos outros. Perdoar sempre, posso até continuar a fazer. Mas cansei de todas as cicatrizes que ganhei.
QUATRO pessoas, num mesmo dia, me dizem que vão fazer 30 anos. E me anunciam isto com uma certa gravidade. Nenhuma está dizendo: vou tomar um sorvete na esquina, ou: vou ali comprar um jornal. Na verdade estão proclamando: vou fazer 30 anos e, por favor, prestem atenção, quero cumplicidade, porque estou no limiar de alguma coisa grave.
Antes dos 30 as coisas são diferentes. Claro que há algumas datas significativas, mas fazer 7, 14, 18 ou 21 é ir numa escalada montanha acima, enquanto fazer 30 anos é chegar no primeiro grande patamar de onde se pode mais agudamente descortinar.
Fazer 40, 50 ou 60 é um outro ritual, uma outra crônica, e um dia eu chego lá. Mas fazer 30 anos é mais que um rito de passagem, é um rito de iniciação, um ato realmente inaugural. Talvez haja quem faça 30 anos aos 25, outros aos 45, e alguns, nunca. Sei que tem gente que não fará jamais 30 anos. Não há como obrigá-los. Não sabem o que perdem os que não querem celebrar os 30 anos. Fazer 30 anos é coisa fina, é começar a provar do néctar dos deuses e descobrir que sabor tem a eternidade. O paladar, o tato, o olfato, a visão e todos os sentidos estão começando a tirar prazeres indizíveis das coisas. Fazer 30 anos, bem poderia dizer Clarice Lispector, é cair em área sagrada.
Até os 30, me dizia um amigo, a gente vai emitindo promissórias. A partir daí é hora de começar a pagar. Mas também se poderia dizer: até essa idade fez-se o aprendizado básico. Cumpriu-se o longo ciclo escolar, que parecia interminável, já se foi do primário ao doutorado. A profissão já deve ter sido escolhida. Já se teve a primeira mesa de trabalho, escritório ou negócio. Já se casou a primeira vez, já se teve o primeiro filho. A vida já se inaugurou em fraldas, fotos, festas, viagens, todo tipo de viagens, até das drogas já retornou quem tinha que retornar.
Quando alguém faz 30 anos, não creiam que seja uma coisa fácil. Não é simplesmente, como num jogo de amarelinha, pular da casa dos 29 para a dos 30 saltitantemente. Fazer 30 anos é cair numa epifania. Fazer 30 anos é como ir à Europa pela primeira vez. Fazer 30 anos é como o mineiro vê pela primeira vez o mar.
Um dia eu fiz 30 anos. Estava ali no estrangeiro, estranho em toda a estranheza do ser, à beira-mar, na Califórnia. Era um homem e seus trinta anos. Mais que isto: um homem e seus trinta amos. Um homem e seus trinta corpos, como os anéis de um tronco, cheio de eus e nós, arborizado, arborizando, ao sol e a sós.
Na verdade, fazer 30 anos não é para qualquer um. Fazer 30 anos é, de repente, descobrir-se no tempo. Antes, vive-se no espaço. Viver no espaço é mais fácil e deslizante. É mais corporal e objetivo. Pode-se patinar e esquiar amplamente.
Mas fazer 30 anos é como sair do espaço e penetrar no tempo. E penetrar no tempo é mister de grande responsabilidade. É descobrir outra dimensão além dos dedos da mão. É como se algo mais denso se tivesse criado sob a couraça da casca. Algo, no entanto, mais tênue que uma membrana. Algo como um centro, às vezes móvel, é verdade, mas um centro de dor colorido. Algo mais que uma nebulosa, algo assim pulsante que se entreabrisse em sementes.
Aos 30 já se aprendeu os limites da ilha, já se sabe de onde sopram os tufões e, como o náufrago que se salva, é hora de se autocartografar. Já se sabe que um tempo em nós destila, que no tempo nos deslocamos, que no tempo a gente se dilui e se dilema. Fazer 30 anos é como uma pedra que já não precisa exibir preciosidade, porque já não cabe em preços. É como a ave que canta, não para se denunciar, senão para amanhecer.
Fazer 30 anos é passar da reta à curva. Fazer 30 anos é passar da quantidade à qualidade. Fazer 30 anos é passar do espaço ao tempo. É quando se operam maravilhas como a um cego em Jericó.
Fazer 30 anos é mais do que chegar ao primeiro grande patamar. É mais que poder olhar pra trás. Chegar aos 30 é hora de se abismar. Por isto é necessário ter asas, e sobre o abismo voar.
(12.08.2006)
O texto acima foi extraído do livro "A Mulher Madura", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1986, pág. 36.
Hoje estava conversando com minha prima, e ela me disse que muitas vezes a graça dos romances, é quando ele começa quase impossível. Aí eu fiquei pensando nisso (outra hora eu falo mais a respeito) e garimpando na net, achei um clipe super-romântico, lá dos anos 80. Quer ver?
É... Acho que minha dose de romantismo aumentou...
Ai... Nessa minha viagem bateu uma nostalgia. E acredita que vendo uns videos antigos, eu me lembrei que antigamente alguns comerciais eram bem legais! Selecionei esses dois, do Guaraná Antartica, que marcou minha geração.
É... Será a crise dos 30 me atacando? Vai saber...
Tenho que aproveitar tambem, porque hoje é meu último dia de férias... Pena... Passou rápido...
Sabe aquela dose de energia que a gente precisa de vez em quando para a nossa caminhada? Pois é. Foi o que eu precisava e encontrei no I ERPJ (Encontro Regional da Pastoral da Juventude). Não existem palavras que descrevam toda a experiência mística e missionaria que foi esse encontro pra mim. Para isso, preparei o primeiro videozinho sobre o encontro. Veja logo a seguir!
É... Vai deixar saudades, nesse coraçãozinho trintão...
Estive ausente um tempo aqui do meu blog, mas estou voltando devagarinho. Sabe como é, né, ritmo de férias! Afinal só vou ter uma semaninha! E nos meus primeiros dias de férias eu fui pra Barretos, participar de um encontro da Pastoral da Juventude, que foi super produtivo. Parabens ao pessoal da organização e à juventude barretense! O encontro acabou no domingo, na Romaria da Juventude. Abaixo, um pequeno videozinho que eu fiz agora a pouco sobre a Romaria.
Agora vou voltar pra minha cama... Tô com uma canseira...
Parreira. Sinceridade? Gostei da escalação inicial, com a entrada do Juninho Pernambucano e do Gilberto Silva.
Depois, uma sequência gigante de erros. Demorou para acertar a cobertura na direita, menosprezou Zidane, não levou em conta a péssima atuação de Cafu, queimou uma substituição quando colocou Adriano ao invés de Robinho no lugar de Juninho. Gastou muito tempo para perceber que no mesmo segundo que Henry abriu o placar, Cicinho deveria ter entrado.
Parreira, você pode me dizer que eu gorei você, mas nunca fui com a sua cara. Para mim, não existe trabalho em equipe sem vibração. Olhe a Alemanha e Portugal. Você que ganha uma salário milionário, só retornou à seleção brasileira, para apagar no imaginário coletivo a família Scolari. É teimoso. Sim, teimoso, e não vem me dizer que é determinado. Nada me tira da cabeça que você só deixa como titular, jogadores que querem mudar de time, e você usa a seleção como vitrine para a venda, ou aqueles que são garotos-propagandas de um sem-número de comerciais. Ainda acho que você tira um por fora. Só isso para explicar Roberto Carlos arrumando a meia na hora do gol da França e a insistência em Cafu e Ronaldo como titulares.
Para completar, Parreira, você deveria agradecer a Dunga, Romário e Baggio pela fama que tem. Agradeça a eles por hoje você ser milionário.
Parreira, você nunca teve uma equipe. Que você sirva para as próximas gerações como não se deve trabalhar em equipe. Superou até Lazaroni.
O pior do Brasil na Copa do Mundo de 2006. Na verdade a pior apresentação que eu já vi do Brasil em Copas do Mundo.
Até 2010. E que você, Parreira, tenha sumido nos ostracismo do futebol, pois agora sigo com Portugal.
Julho vem chegando. E sabe o que me lembro? Dos filmes enlatados da Sessão da Tarde. Agora um filme que devo ter visto umas vinte vezes foi Curtindo a Vida Adoidado. Quem foi nerd, como eu, sempre imaginou um dia matar aula como o Ferris Buller. E a cena mais engraçada é quando ele acaba na parada no centro da cidade, e canta Beatles, para delírio dos fãs!
Sensacional! Que venha as férias, e porque não, mais uma vez Curtindo a Vida Adoidado para matar a saudade!
DINO, professor, boêmio, boa praça, forrozeiro, apaixonado por viver, por lindas mulheres e por forró. Fotógrafo amador, professor, sanfoneiro das bandas Meninos de Luzia e KARUÊ, que relatará o que tem acontecido de bom nesse ano de 2006 em Campinas e Região!
.: Nome: Anderson Alexandre
.: Apelido: DINO
.: Estado Civil: Solteirão
.: Signo: Leão (Não acredito) .: Altura: 1m87
.: Olhos: Castanhos
.: Cabelos: Castanhos
.: Peso: 95 kgf
.: Cor: Marrom
.: Etnia: Negra
"Ver o Mundo em um Grão de Areia
E o Céu em uma Flor Silvestre,
Segurar Infinito na palma de sua mão
E Eternidade em uma hora."
William Blake em "Auguries of Innocence"